Deixo o português para aqueles que o estudam e a poesia para os amantes, nós só buscamos um lugar para por aquilo que a nossa alma não aguenta.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Recomeço por entre cemitérios, lá estão meus professores soterrados , grandes vermes que além da terra consomem a vida. Névoa , como me deteriora , eu que já fui belo agora sou traços e fiapos. Vermelhos são os olhos, eles vêem além do amanhecer, desbrava o horizonte e como tudo é de repente , já sou o mesmo, antes que costumava mudar, hoje na morte tenho o nada, tudo aquilo que procurava. A confusão em meio instinto , nada penso, tudo imagino, falsa tensão da minha voz, que quando acordo mostra a verdade.

É tudo um sonho.

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será que nesse mar não existe um peixe que se identifique em nossos delírios ?
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