Deixo o português para aqueles que o estudam e a poesia para os amantes, nós só buscamos um lugar para por aquilo que a nossa alma não aguenta.

sábado, 29 de dezembro de 2012

A quietude de sua mente fora abalada por uma voz profunda que o ecoava por sua cabeça, você agora será o nada, de tudo oque conquistou não lhe terá proveito, somente sua maldição o acorrentara ao destino feito, somente a morte não seria boa o bastante para você...Lucius.

Lucius acordou sabendo somente seu nome, o único conhecimento que parecia lhe ser permitido, ele estava no meio de um um riacho, não sabia como, sua inocência tornava isso mais fácil, abaixou e olhou para água, como um espelho ela revelava suas feições, ele não conseguia reconhecer a si mesmo.

Andando por entre horas, seja pela Água e pela terra, finalmente achava algo, uma pequena casa, parecia que tudo despertava nele uma curiosidade, ao chegar na casa somente uma surpresa se manifestou quando viu alguém, curioso se aproximara da pessoa, porém sua face parecia horrorizada, continuando a gritar " Você está nu", mais tarde entenderá o porque daquilo, parecia não ter conhecimento nem dos costumes da onde estava.

A hospitalidade que lhe deram foi um tanto impressionante e desprovida de preconceitos para um casal de idosos , eles o adotaram como filho, o ensinando tudo sobre aquela terra e sua simplicidade, lá ele viveu, até  um certo dia.

Havia acordado no meio da noite, já considerava normal, sonhos estranhos, o dessa noite havia sido milhões de vezes pior, pois incluía a morte de George e Linda, que o receberam, já não conseguindo dormir resolveu  somente levantar e caminhar, gostava do sentimento que isso passava. Ao sair da casa meio inseguro, desejou do fundo do coração que ela ainda permanecesse assim até o fim.

Caminhou durante algumas horas, refletindo tudo aquilo que aprendera e sobre quem era, pois só conhecia seu próprio nome, Lucius. Quando voltará para a casa vira a porta meio aberta, mais não considerou isso anormal, eles podiam tê-la deixado aberta, porém quando entrava via na sala cinco homens de negro, com sorrisos ardilosos, a surpresa daqueles homens contrastou com sua preocupação que logo se voltou para George e Linda, desesperado saiu em disparada ao quarto deles, os encontrou na sua cama, aliviado se aproximou deles, subitamente abraçando Linda, falando " Estou feliz que nada aconteceu a vocês" , mas quando a envolveu sentiu o frio de sua pele, algo dentro dele pareceu gritar " Está Morta", logo ele foi até George para checar, ele também perderá toda a vida, ambos pareciam bonecos sem nada.

Em lágrimas, ouviu somente uma risada e quando olhou para porta um dos homens estava lá, rindo daquilo como se aquilo o deixasse em êxtase de alegria, então algo despertou dentro de Lucius, uma raiva explodia dentro dele, foi então que quase como um reflexo do seu corpo toda sua raiva conservava em sua mão, fazendo traços de luz vermelhos de luz brotarem do ambiente, em sua mão aparecia uma máscara, lentamente fez como se tivesse feito aquilo milhões de vezes e a colocou em sua face.

Em um instante todo o sue mundo parou, ele parecia ser outro ser, sabia oque queria, matar aqueles que tiraram a vida de Linda e George, então como em um ato impulso estendeu a mão em alguns instantes havia capturado a cabeça de um dos bandidos, sem nenhuma misericórdia a apertou lentamente, só ouviu um " Plaft" ela havia explodido em sua mão.

Foi em direção dos outros, que ainda pareciam surpreso, viam logo adiante o corpo de seu companheiro e a sua frente o jovem de cabelo branco de que haviam rido antes agora com um cabelo vermelho e olhos que estavam feito chamas, fora a última coisa que viram, em instantes todos eles pintavam o cenário de sangue e partes do corpo que foram destroçadas.

Lucius sentido agora toda a sua raiva indo embora junto com a sua força, somente perderá resquícios de sua consciência e caindo lá naquela casa pintada de escarlate.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Maldição mais cruel tem essa criança ? Não pertencer a nenhum lugar, um destino não escrito no grande livro, ela é uma filha do nada, aquilo que não ama, o ser que engana, a desejaria felicidade, porém ela caminha em direção a dor, porque ela nunca poderá alcançar o amor ?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

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Camisa de Forca

Camisa de força que contenha todos os esforços nulos e astutos de uma mente que vagarosamente tenta iludisse, que prenda as muitas almas dentro de uma só mente, que faça crescente a indignação como uma motivação para crescer.
Aquela que tem a perder é a cega, dentro da camisa de força olha o mundo perdido, um universo irreconhecido, feito pela destruição da beleza de um mundo perdido. Enquanto o fim está próximo ela somente sorri para sua sorte;

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

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Allan

A que melodia tua alma pertence ? aquele que foi abandonado e não conhece o amor, afeição distante somente que os olhos transpassam, na tua escuridão carrega uma tempestade, corres porém não escapa dela, sabe que ela é maior que tu, que pode perder nela, que já não sentes nada. Reconheces que dentro de ti nada ecoa, uma morte profunda é a tua vida, já não tens mais, então somente destrói. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Majestosa criatura que circula no alento, guia aos perdidos as tuas brasas, dentro de ti só tem a queimar, o fogo que tudo tende a devorar, se és ou pensas nada te define, conforme consomes tudo que te atinjes, em tuas belas cores tende a pintar, de negro os céus e o solo de escarlate tende a banhar.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Chora pequeno, que toa fome te devore assim como os versos que a ti dedico, a aquele que traiu e tornou conhecidas as desgraças frias de um triste pescador, sinta a dor, sinta o ardor de quem quer te ferir. Deferimos as palavras mais cruéis a ti, pois as merece, faz parte de cada podridão encontrada na alma, pensas que conhece a beleza mas só és uma farsa.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Como começar novamente ? a arte que detemos de berço, por tal se enraíza em nossos extremos, pois muitas vezes se perde em meio a sorrisos  porém a cada queda é lembra-da. Como andar de bicicleta novamente, se faz atrapalhado,mas é só um pequeno tempo para lembrar-se de como fazer novamente.

Falo descrente de que existem pessoas que nunca pararam ou jamais caíram, sei que se existimos aqui é porque cair é parte do que somos, é uma razão que está por detrás de cada momento que após levantarmos brandimos ao céus espadas luminosas. 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Relato

Como um ser figurado plantado em um inconsciente coletivo, falar coisa não é exatamente a forma como gosto de me expressar, a linguagem quanto mais perdida for, essa sim faz-me querer brandar o que sou, a história mal contada, aquela não falada e guardada a sete palmos abaixo de simples rimas. Tendencialmente graças a tal me calo, porém nesse dia chego e falo que todos ao que se depararam com esse blog tenham um triste fim e um belo recomeço.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

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Ascenção

Esquecemos a promessa da morte, enquanto o corte continua a sangrar, irrompe em escarlate, uma tela é pintada em um corpo nu, o pudor abandona a carne, Leve alma que agora deixa a pesada involução, desejamos ao teu lado uma nova ascensão.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quero ao teu lado sentir o vento, o prazer de viajar que nos consume, irrompe pelos céus a existência infinita da liberdade. Ao teu lado desejo nessa mocidade contemplar a verdade, viver pelo azul refletido em teus belos olhos. Musa da beleza que ilumina e graceja com meu coração, que se torna o meu pecado e pão.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

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Casa

Quando o badalar alcança o sentido reverso o começo do inusitado é declarado, enquanto milhões entram um profundo descanso, prantos são declarados e almas abandonam sua casca, destruída se torna a casa que continua a existir. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Surreal 

Nós 

Acredito naquilo que ninguém vê, o acorrentado no fundo da mente não vista das pessoas, nunca acordei, por isso vivo em um mundo que nunca foi vivido. 

Tudo começou com uma rotina, escola, faculdade, trabalho, a mesma que fora gravada fortemente em mim, via perdido nos cantos minhas memórias, desejos e pessoas.

O mundo combinado era uma orquestra invisível, que é vivida por milhões, nada existia, só o som, que baixo tocava e a nada alcançava.

Diferença entre nós ? Em um sonho eterno acordei, não distinguia mas o real e o imaginário  Com esse pesar vaguei entre o espaço criado pelas mentes, pela brecha que fica em cada um.

Ouvi um grito, senti o desespero me percorrer  aquilo me tragava, estava preso, vacilante em pleno espaço, lá encontrei o sol.

O real ainda vivia nele, ou em mim, pois a cada segundo distinguir o eu, ele e nós se tornava complicado. A fascinação reinava, via a criação em minha frente.

Belo, espetacular, nunca, descobrimos de alguma maneira que não falávamos, somente vagávamos enquanto o astro brilhava.

Pensar havia se tornado tão esplendoroso, descobri que o criar estava contido nele, mas nada podia fazer, só trazia a mim oque via em lugar nenhum.

Espaço existia, o vazio era eterno, porém após ter tudo eles estavam desalinhados, então um padrão foi se desenvolvendo, criou-se o monstro.

Medonha era sua força que vivia sem pensar, usando sua atração somente para a ordem,  o nada em que nós, eles, eu vagava.

Atacou-me, abraçou eles, seu primeiro verbo me feria, já não o suportava então o bani, parti, para o vazio onde não conhecia.

Brilho ainda se misturava ao nosso, sentia-nos unos e tão opostos, desejei ser um pouco menos vazio, senti o nome da ignorância ressoar.

Em um nível baixo estava a cantar, parei para apreciar, sentir, amar, conheci ela, que dizia ao mundo suportar, odiar, amar.

Desconhecia-nos, era indecifrável e palpável sua trepidação.

Intimidava o vazio, ele se afastava conforme ela se aproximava. A atração era  independente, já o desejo, era latente.
...



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

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Podre

Imundo como tido pela pele, carne corrompida que irrompe em uma podridão. Negro como o carvão minha pele se torna, enquanto pequenos pontos vermelhos tomam conta de eclodir o pior que já guardei em mim.

É o fim, quando já vemos diante das camadas de lixo que nos cobre, não somos o mesmo, recomeços são inexistentes e inabriante desapareço perante a sombra decadente.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Um salve a aqueles que como belas árvores adubadas pelo conhecimento produzem belas flores! a aqueles que ainda estão desenvolvendo frutos e ampliando raízes, em seu interminável trabalho de continuar crescendo e a aqueles que acham que o conhecimento precisa ser revelado em seus galhos, eu os saúdo, pela sua incompetência eu os saúdo como floreios de bosta.
 Que aquilo que conhecemos fique em nossas raízes para crescermos, em galhos eles se tornam apenas adubo, nos fazem parecer maiores, porém de nada adianta, pois aquilo que é adubo nas raízes fora dela não passa de simples merda.

sábado, 15 de dezembro de 2012


 Tempos e tempos contra mim. 
Não sei oque perdi
Lutei por ti, só por senti
Perdi e venci o jogo a vida
Aturdida e frígida agora te vejo
Meio a morte por meio
Desejo o fim para ti
Seja pelo começo da lâmina
Ou o fim da bala disparada
Contra teu desejo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Capítulo 2 

Acordei bem lentamente, bocejando e abrindo os olhos, por um segundo esqueci tudo oque houve, até que notei que estava mesmo no último banco de um ônibus parado, tentei me situar ao redor levantando rapidamente, será que eu havia ficado realmente drogado e imaginei aquilo tudo com o motorista e a mulher das passagens, olhei para o vidro do ônibus e estava escuro lá fora, lá estava  diferente era como se a luz que iluminasse o local fosse de uma cor escura.

Vi a porta do ônibus abrindo, não estávamos mais em movimente, não sabia quanto tempo tinha durado aquela viagem, olhei para frente e vi o motorista, ele parecia normal e não havia sinal da cobradora fantasma, fiquei um tempo olhando para o motorista de costas para poder crer que aquilo tinha sido somente uma viagem alucinógena,  mas quando ele simplesmente virou sua cabeça na minha direção, o seu pescoço virou 180°, e lá estavam os olhos com pequenas chamas azuis e a sua face de zumbi, não consegui acreditar, aquilo devia ser um pesadelo.

Quando notei a porta do ônibus aberta e fui rapidamente até ela, não conseguia comprender oque eu havia visto, senti medo, tive que sair do ônibus, quando desci a paisagem era uma coisa de outro mundo, literalmente, estava tudo escuro como eu tinha observado anteriormente, só que a fonte de luz estranha vinha de uma forma de meia lua roxa que brilhava no céu,  o chão, percebi que era barrento e o odor que aquele local dissipava era horrível, foi então que percebi o cenário a minha volta era desértico, mais adiante localizei pequenas estruturas e uma bem maior localizada mais distante. Eu havia crescido em São Luís, mas nunca havia visto tal lugar, era atormentador, parece que tudo ali fazia com que você quisesse ficar longe, foi então que procurei novamente o ônibus, e notei que ele não estava mais lá.

Não consegui nem ver o rasto do ônibus naquela estrada de barro, estava perdido naquele lugar, então decidi ir andando até a vila que havia identificado;

Foi realmente uma caminhada sufocante naquele local e o cheiro não ajudava, conforme me exercitava lembrei de como não tinha comido nada depois de sair da balada e não sabia quanto tempo eu estava sem comer, aquilo ali estava me cansando. 

Quando finalmente cheguei ao vilarejo vi diversas construções antigas e feitas de barro, bem rudimentares, impressionei-me, não sei onde devia estar mais parecia que haviam me arrastado para algum interior bem afastado da cidade ou em alguma invasão¹. O padrão de casas era bem diferente, parei diante da primeira cara e havia uma porta de madeira, decidi pedir ajuda, por mais que simples alguns dos moradores poderiam me ajudar a me localizar e hispanizar informações, então resolvi ir até as casas .

 Bati na porta da casa mais próxima bem levemente e esperei, não ouvi nenhum som, bati novamente só que dessa vez com um pouco mais de força e novamente ninguém foi atender.

Após  não obter resposta na primeira casa, eu continuei a ir pelo vilarejo, batendo nas portas, mas ninguém chegou a me responder, continuei seguindo pelo caminho das casas sem encontrar nenhuma pessoa na rua, aquilo parecia um vilarejo fantasma. Até que cheguei a um poço, ao que parecia ser no centro do vilarejo, ele era bem rudimentar, mais ao vê-lo lembrei de quanta sede eu estava, me aproximei  e peguei um balde que estava próximo dele, amarado a uma corda, o joguei dentro do poço , dei graças a deus, quando notei que tinha água ao puxar o balde. Bebi a água e já como não havia ninguém lá resolvi continuar andando, até vi um ponto no horizonte que parecia uma grande construção, tomei direção daquele local, precisava me localizar.

Ao me aproximar a construção tomava forma, era grande, bem majestosa, me lembrava um antigo palácio, tive a impressão de conhecer o lugar, conforme eu me aproximava notava a exuberância, quanto mais perto chegava, melhor ia ficando o chão, o ambiente, parecia um conforto no meio de todo aquele local, o cheiro fétido era substituído por um doce ar. Comecei a notar plantas em volta, um jardim, estava admirado, nunca havia visto um tão belo, foi quando minha visão pairou em uma mulher que estava regando as flores.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capítulo 1 

Estava pasmo, comecei a gritar “abre a porta”  e “ para essa porra” para o motorista , ele parecia nem me escutar, até que eu me irritei fui até ele, chegando perto, eu o balancei  um pouco,  foi o suficiente para o cap dele cair no chão e ele me olhar, percebi que ele mal tinha a pele em parte de seu rosto, era como uma caveira e seus olhos fundos eram como duas chamas azuladas, parte de sua cabeça estava aberta, dando para ver o cérebro dentro, sim agora eu me assustei, ou eu estava sonhando ou fui sequestrado por um motorista zumbi.

Percebi a aceleração do ônibus, aquilo em repentino me jogou para traz, eu estava meio zonzo então não senti tanto o impacto, meu corpo estava batendo na catraca. Foi quando vi que do lado estava a cabine do cobrador, lá tinha um mulher sentada, me assustei, tinha certeza que ela não estava ali antes.

Eu estava tentando me equilibrar, enquanto focava nela, a mulher tinha uma capa preta , parecia uma capa de chuva só que bem mais sombria, então ela estendeu a mão “ Bilhete por favor”, falei meio que sem pensar, percebia que ela possuía uma pele pálida e cabelo escuro, olhos castanhos como o abismo, que com o tipo de rosto fino que ela possuía, o problema era que ela parecia um cadáver.

Ela estendeu a mão para mim e com uma voz melódica disse, “ Passagem por favor”, sem pensar se estava de frente para morte, demônios ou se o pessoal do ônibus só queria me zoar eu falei “ Vocês me sequestram e ainda pedem passagem ? me deixem descer seus doentes”, vi a mulher esboçando um sorriso e repetindo a frase, agora meu corpo não me obedecia, minha mão foi até o bolso tirando três moedas que eu não sabia de onde vinha, eram prateadas e entreguei para mulher, não era minha vontade que movimentava aquilo, eu senti-me como uma marionete.

  Senti a mulher me controlando até que passei pela catraca, ouvindo seu barulho “track” ,levado pela a aceleração do trem fui rapidamente até o último banco, foi quando vi pelas janelas e estava um caos, tudo negro, me sentei encostado na janela e comecei a refletir sobre oque iria fazer, então me veio a possibilidade, de alguém ter colocado drogas na minha bebida e das boas, porque oque eu estava vendo não era desse mundo, contentado agora que tudo era uma ilusão eu só fechei os olhos, esperando que o efeito passasse, foi então que caí no sono

Prólogo 


Amigos ? tenho aos monte, mais pelo visto só nesse dia vi que não posso contar com eles sempre, estava distraído, só havia ouvido um “Até mais Rafael” dentro do club, só entendi quando procurei meus “amigos “ novamente, eles haviam ido embora e eu, havia perdido minha volta para casa.
Quando eu estava saindo de um clube lá pelo centro histórico, Pretendendo chamar o táxi, decidi ver quanto tinha na carteira, sabia que não era suficiente, mais a partir do meu bairro eu poderia ir andando, mas quando vi quanto tinha me espantei, não tinha nada, completamente vazia. Em algumas situações dessas a gente chama os amigos, porém os meus haviam esquecido de mim, peguei meu celular, estava sem bateria . Sem opções decidi ir até o terminal, ainda tinha minha carteira de estudante, agora  eu só tinha que descer as ruas antigas lotadas de casarões, tinha pouco medo já havia feito aquela travessia.

Cheguei no terminal rodoviário da Praia grande, lá estava bem vazio, para 2:55 da manhã era o de esperar, então fui atrás de um banco para sentar, foi quando apareceu meio que como um fantasma um ônibus, só que diferente dos outros ele parecia menor e era conversando  estranhei detalhes em preto e a luz dele era estranha, não possuía um destino escrito , então me aproximei e decidi perguntar ao motorista.

Me aproximei da porta do ônibus, ela abriu e de dentro pareceu sair uma leve névoa, eu estava meio bêbado então ignorei  , pisei no primeiro degrau e olhei para o motorista o motorista, ele fez um sinal com a mão que era para que eu chegasse mais perto, estranho era que o rosto dele parecia ser de um homem bem velho e sua mão estava em uma luva, quando pisei no segundo degrau,  as portas rapidamente fecharam, falei para o motorista abrir, porém ele ignorou, foi então que o ônibus começou a andar e um som estranho o acompanhava, pensei "estou sendo sequestrado”.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fim

Vingança, esperança ardente de ter um fim finalmente ao conhecimento de uma mente impura que aprisionou-me em um leito sem fim. Estreito os olhos filtrando toda emoção, só um raio o atinge então, pura concentração vencida. No fim não vacilas, porém tua morte ja´estava escrita.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

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Morte.

É o debater parado pela carne, onde a consciência ainda se movimenta dentro de um envelope morto, a visão daquilo que não se pode triscar, o palpitar arrancado do peito e dilacerado pelo veneno humano.

O barco que tráfega entre mundo, o tolo que deixou se acompanhar pelo infortúnio, um rio construído de lágrimas e murmúrios daquilo que se gravou no tempo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


Grito com força , peço que o deus adormecido acorde, já não desejo viver com os olhos fechados, conhecendo o sacrifício sei que só após o retorno do ser divino conseguirei enxergar novamente a beleza e o desprezo que rodam a perspectiva do todo. Então me jogo em seus braços, já esperava a queda, caindo contra o chão lembrei-me que ele nunca havia me dado proteção mais sim a visão para ir além dele.  Sábio como esse rei ajudou-me no mundo guiado por sua lei, mais é estranho nunca me conformei, se ele poderia levar-me porque deixou-me. Quando vi um pequeno bebê finalmente lembrei-me dele, que se ele tivesse me pego em seus braços, eu nunca haveria de ter aprendido a andar.

domingo, 9 de dezembro de 2012


Paro de sentir minha própria respiração, esqueço que ainda tenho um coração que bate e vejo que tal já se tornou um hábito, só me torno a pensar para saber em que corpo estou ? em que lugar a consciência descansa, sei que me torno somente um zumbi a disposição do inevitável. Arrasto-me até a saída mais próxima,sinto um deserto de aparências.
 Desejo a vida, sejam suas dores e prazeres, desejo viver com jamais escolhi, sei que já morri, mas desejo ver o sol da verdade iluminando minha cabeça novamente e sentir o calor percorrendo meu corpo a cada respiração calorosa e batida de meu coração que ressoa junto a beleza do universo.

sábado, 8 de dezembro de 2012

A - O


Aprendi que o aquilo que senti já não era nada
O sentido que restará fora reduzido a uma falha
A inconsciência acalenta a mente pobre
Onde o jovem ainda pensa existir
A vida que desapareceu e criou nesse meio
O zumbi que morre cheio a receio
A sonhar que um dia teve um lugar
Ou acreditar que tal fantasia o pertencia
Ao final de tudo
O tolo já nem mais reconhecia
A Empatia divina que o fez

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

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Ânsia

A minha garganta passa a ansiar com uma vontade quente de te ter, água já não mata a vontade do corpo de sentir teu fluído mais primitivo escorrer até mim. Enrijeço onde mais desejas e passar a ser só uma, de dedico meu corpo, me torno aquele que em tu cavalgas e te levas ao ápice do teu prazer, onde encontras tua querida vênus.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

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Valkiria

Sinto o fogo de tua beleza se apagar, perante aos olhos do coração, que já não conseguem te contemplar. Ficar ao teu lado e ver-tê murchar já não é o intento que guia o espírito, que abriga o Edem.  Conhecia o novo quando ficou ao meu lado, meu passos sempre foram mais largos, e a cada tropeço havia de começar sem medo do inicio. Deixo-te somente com uma sede frágil, outro encontrá ela e a saciara, bela musa..

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Estava pasmo, falando abre a porta para o motorista, e continuei a falar para ele parar o ônibus, mas ele parecia nem me escutar, até que me irritei fui até ele, chegando perto, o empurrei um pouco,  foi o suficiente para o cap dele cair no chão e ele me olhar,foi quando percebi que ele não tinha a pele em parte de seu rosto, era como uma caveira e seus olhos fundos tinham duas chamas duas chamas azuladas brilhando! e parte de sua cabeça estava aberta,mostrando o cérebro dentro que parecia apodrecido, uma cena grotesca, sim agora eu me assustei, ou eu estava sonhando ou fui sequestrado por um motorista de ônibus zumbi.

Senti uma aceleração no ônibus, aquilo em repentino me jogou para traz, eu estava meio zonzo então não senti tanto o impacto,mas também não me equilibrei bem, quando notei meu corpo estava batendo na catraca. Foi quando vi que do lado estava perto da cabine do cobrado, estava uma mulher sentada, assustei-me , tinha certeza que ela não estava ali antes, me apoiei nas beiradas para me equilibrar , enquanto focava nela,achei estranho,  ela usava uma capa preta, parecia velha semelhante a uma capa de chuva, só que bem mais sombria, percebi que ela possuía uma pele pálida e cabelo escuro, olhos castanhos como o abismo, que com o tipo de rosto fino que ela possuía, o problema era que ela parecia um cadáver.

Me surpreendi quando ela estendeu a mão para mim e com uma voz melódica que parecia não combinar com ela disse, “ Passagem por favor”, sem pensar se estava de frente para morte, demônios ou se o pessoal do ônibus só queria me zoar eu falei “ Vocês me sequestram e ainda pedem passagem ? me deixem descer seus doentes”, vi a mulher esboçando um sorriso e então  repetindo a frase, agora meu corpo não me obedecia, me mão foi até meu bolso tirando três moedas que eu não sabia de onde vinha, eram prateadas e entreguei para mulher, não era minha vontade que movimentava aquilo, eu senti-me como uma marionete.

Novamente senti a mulher me controlando até que passei pela catraca, ouvindo seu barulho de track e pela a velocidade que o ônibus estava fui rapidamente até o último banco, foi quando vi pelas janelas e estava um caos, tudo negro, foi aí que refletindo, cheguei a conclusão de que alguém deve ter colocado drogas na minha bebida e uma das fortes , porque oque eu tava vendo não era desse mundo, contando agora que tudo era uma ilusão eu só fechei os olhos, esperando que o efeito passasse, foi então que caí no sono.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O sexo, entre o papel e o lápis, que conforme um desenha seu contorno deixando pedaços de si, esperando para que formem símbolos, o outro sente seu corpo sendo preenchido, até que no fim a união deles traz um belo seja final ou rascunho que contém uma ínfima parte de nós.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Era pra ser normal, dia, balada, sair bêbado pelas ruas do centro histórico, só que não foi tão normal quanto esperava... Estava saindo de um clube lá pelo centro histórico, quando ia chamar o táxi  decidi ver quanto tinha na carteira, nessa hora foi o espanto, não tinha nada, completamente vazia. Em algumas situações dessas a gente chama os amigos, porém eles já tinham ido e quando peguei meu celular novamente parece que a bateria dele tinha acabado magicamente. Sem opções decidi ir até o terminal, ficava perto do clube, eu só tinha que descer as ruas antigas lotadas de casarões, tinha pouco medo já havia feito aquela travessia.

Quando cheguei no terminal rodoviário da Praia grande ele estava bem vazio, para 2:55 da manhã era o de esperar, então fui atrás de um banco para sentar, foi quando apareceu meio que como um fantasma um ônibus, só que diferente dos outros ele parecia menor e era conversando  estranhei detalhes em preto e a luz dele era estranha, não possuía um destino claro, então me aproximei e decidi perguntar ao cobrador.

Me aproximei da porta do ônibus e ela abriu e de dentro pareceu sair uma leve névoa, eu estava meio bêbado então ignorei  nunca havia visto isso antes, quando pisei no primeiro degrau fui logo a perguntar, mais o motorista, ele fez um sinal com a mão que era para que eu chegasse mais perto, estranho era que o rosto dele parecia ser de um homem bem velho e sua mão estava em uma luva, quando pisei no segundo degrau,  as portas rapidamente fecharam, falei para o motorista abrir, porém ele ignorou, foi então que o ônibus começou a andar e um som estranho o acompanhava, pensei "estou sendo sequestrado"

domingo, 2 de dezembro de 2012

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Sofistas

Caros sofistas, vezes pensam que me suas máximas são cegos ou que convencem os incrédulos por terem uma parte de si realmente fervorosa aos mantos negros que jogam sobre os pesares do coração. A forma como contornam a razão chega a ser bela, esperta em sua inocência de que superam as verdades por saberem re-criar todos os passos até o abismo. Digo-lhes que sois inteligentes mas enquanto existir o minimo filamento do que chamam universo sua abnegação ao certo não passa de um mero momento.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Fúnebre rito que encerra a existência, cada compassar carrega o pesar, deitado, já açoitado pela noite carrego em meu peito despido a cruz do mártir  com um grito rogo "Que venham a mim " espero, nesse segundo a esperança brota e aí que vejo a sombra, aquela que deseja minha vida.

Mil demônios me rodeiam ansiando a carne com quem fui abençoado, desejam a vida por sua raiz mais sórdida  entrego-me a tais criaturas, que se deleitem, pois a cada mordida a cada carne que perco meu espirito se torna mais leve, a alma agora já não veste, esse é o rito fúnebre.


Funeral rite terminating the existence, each pacing carries grief, Deitado, already beaten by the night and i carry in my chest  a martyr's cross with a cry i say "Let them come to me" I wait, hope springs that second and is when  I seen the shadow  that wants my life.

Thousand demons surround me longing flesh with whom I was blessed by the life,  they wanting the freedom root by  in nastiest way, give me such creatures who delight because every bite every meat I lose my mind becomes lighter, the soul now no longer wear, this is the funeral rite.

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será que nesse mar não existe um peixe que se identifique em nossos delírios ?
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That what we wrote here can be read for all the hearts...

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