Deixo o português para aqueles que o estudam e a poesia para os amantes, nós só buscamos um lugar para por aquilo que a nossa alma não aguenta.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capítulo 1 

Estava pasmo, comecei a gritar “abre a porta”  e “ para essa porra” para o motorista , ele parecia nem me escutar, até que eu me irritei fui até ele, chegando perto, eu o balancei  um pouco,  foi o suficiente para o cap dele cair no chão e ele me olhar, percebi que ele mal tinha a pele em parte de seu rosto, era como uma caveira e seus olhos fundos eram como duas chamas azuladas, parte de sua cabeça estava aberta, dando para ver o cérebro dentro, sim agora eu me assustei, ou eu estava sonhando ou fui sequestrado por um motorista zumbi.

Percebi a aceleração do ônibus, aquilo em repentino me jogou para traz, eu estava meio zonzo então não senti tanto o impacto, meu corpo estava batendo na catraca. Foi quando vi que do lado estava a cabine do cobrador, lá tinha um mulher sentada, me assustei, tinha certeza que ela não estava ali antes.

Eu estava tentando me equilibrar, enquanto focava nela, a mulher tinha uma capa preta , parecia uma capa de chuva só que bem mais sombria, então ela estendeu a mão “ Bilhete por favor”, falei meio que sem pensar, percebia que ela possuía uma pele pálida e cabelo escuro, olhos castanhos como o abismo, que com o tipo de rosto fino que ela possuía, o problema era que ela parecia um cadáver.

Ela estendeu a mão para mim e com uma voz melódica disse, “ Passagem por favor”, sem pensar se estava de frente para morte, demônios ou se o pessoal do ônibus só queria me zoar eu falei “ Vocês me sequestram e ainda pedem passagem ? me deixem descer seus doentes”, vi a mulher esboçando um sorriso e repetindo a frase, agora meu corpo não me obedecia, minha mão foi até o bolso tirando três moedas que eu não sabia de onde vinha, eram prateadas e entreguei para mulher, não era minha vontade que movimentava aquilo, eu senti-me como uma marionete.

  Senti a mulher me controlando até que passei pela catraca, ouvindo seu barulho “track” ,levado pela a aceleração do trem fui rapidamente até o último banco, foi quando vi pelas janelas e estava um caos, tudo negro, me sentei encostado na janela e comecei a refletir sobre oque iria fazer, então me veio a possibilidade, de alguém ter colocado drogas na minha bebida e das boas, porque oque eu estava vendo não era desse mundo, contentado agora que tudo era uma ilusão eu só fechei os olhos, esperando que o efeito passasse, foi então que caí no sono

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