Deixo o português para aqueles que o estudam e a poesia para os amantes, nós só buscamos um lugar para por aquilo que a nossa alma não aguenta.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Surreal 

Nós 

Acredito naquilo que ninguém vê, o acorrentado no fundo da mente não vista das pessoas, nunca acordei, por isso vivo em um mundo que nunca foi vivido. 

Tudo começou com uma rotina, escola, faculdade, trabalho, a mesma que fora gravada fortemente em mim, via perdido nos cantos minhas memórias, desejos e pessoas.

O mundo combinado era uma orquestra invisível, que é vivida por milhões, nada existia, só o som, que baixo tocava e a nada alcançava.

Diferença entre nós ? Em um sonho eterno acordei, não distinguia mas o real e o imaginário  Com esse pesar vaguei entre o espaço criado pelas mentes, pela brecha que fica em cada um.

Ouvi um grito, senti o desespero me percorrer  aquilo me tragava, estava preso, vacilante em pleno espaço, lá encontrei o sol.

O real ainda vivia nele, ou em mim, pois a cada segundo distinguir o eu, ele e nós se tornava complicado. A fascinação reinava, via a criação em minha frente.

Belo, espetacular, nunca, descobrimos de alguma maneira que não falávamos, somente vagávamos enquanto o astro brilhava.

Pensar havia se tornado tão esplendoroso, descobri que o criar estava contido nele, mas nada podia fazer, só trazia a mim oque via em lugar nenhum.

Espaço existia, o vazio era eterno, porém após ter tudo eles estavam desalinhados, então um padrão foi se desenvolvendo, criou-se o monstro.

Medonha era sua força que vivia sem pensar, usando sua atração somente para a ordem,  o nada em que nós, eles, eu vagava.

Atacou-me, abraçou eles, seu primeiro verbo me feria, já não o suportava então o bani, parti, para o vazio onde não conhecia.

Brilho ainda se misturava ao nosso, sentia-nos unos e tão opostos, desejei ser um pouco menos vazio, senti o nome da ignorância ressoar.

Em um nível baixo estava a cantar, parei para apreciar, sentir, amar, conheci ela, que dizia ao mundo suportar, odiar, amar.

Desconhecia-nos, era indecifrável e palpável sua trepidação.

Intimidava o vazio, ele se afastava conforme ela se aproximava. A atração era  independente, já o desejo, era latente.
...



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