Deixo o português para aqueles que o estudam e a poesia para os amantes, nós só buscamos um lugar para por aquilo que a nossa alma não aguenta.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Capítulo 2 

Acordei bem lentamente, bocejando e abrindo os olhos, por um segundo esqueci tudo oque houve, até que notei que estava mesmo no último banco de um ônibus parado, tentei me situar ao redor levantando rapidamente, será que eu havia ficado realmente drogado e imaginei aquilo tudo com o motorista e a mulher das passagens, olhei para o vidro do ônibus e estava escuro lá fora, lá estava  diferente era como se a luz que iluminasse o local fosse de uma cor escura.

Vi a porta do ônibus abrindo, não estávamos mais em movimente, não sabia quanto tempo tinha durado aquela viagem, olhei para frente e vi o motorista, ele parecia normal e não havia sinal da cobradora fantasma, fiquei um tempo olhando para o motorista de costas para poder crer que aquilo tinha sido somente uma viagem alucinógena,  mas quando ele simplesmente virou sua cabeça na minha direção, o seu pescoço virou 180°, e lá estavam os olhos com pequenas chamas azuis e a sua face de zumbi, não consegui acreditar, aquilo devia ser um pesadelo.

Quando notei a porta do ônibus aberta e fui rapidamente até ela, não conseguia comprender oque eu havia visto, senti medo, tive que sair do ônibus, quando desci a paisagem era uma coisa de outro mundo, literalmente, estava tudo escuro como eu tinha observado anteriormente, só que a fonte de luz estranha vinha de uma forma de meia lua roxa que brilhava no céu,  o chão, percebi que era barrento e o odor que aquele local dissipava era horrível, foi então que percebi o cenário a minha volta era desértico, mais adiante localizei pequenas estruturas e uma bem maior localizada mais distante. Eu havia crescido em São Luís, mas nunca havia visto tal lugar, era atormentador, parece que tudo ali fazia com que você quisesse ficar longe, foi então que procurei novamente o ônibus, e notei que ele não estava mais lá.

Não consegui nem ver o rasto do ônibus naquela estrada de barro, estava perdido naquele lugar, então decidi ir andando até a vila que havia identificado;

Foi realmente uma caminhada sufocante naquele local e o cheiro não ajudava, conforme me exercitava lembrei de como não tinha comido nada depois de sair da balada e não sabia quanto tempo eu estava sem comer, aquilo ali estava me cansando. 

Quando finalmente cheguei ao vilarejo vi diversas construções antigas e feitas de barro, bem rudimentares, impressionei-me, não sei onde devia estar mais parecia que haviam me arrastado para algum interior bem afastado da cidade ou em alguma invasão¹. O padrão de casas era bem diferente, parei diante da primeira cara e havia uma porta de madeira, decidi pedir ajuda, por mais que simples alguns dos moradores poderiam me ajudar a me localizar e hispanizar informações, então resolvi ir até as casas .

 Bati na porta da casa mais próxima bem levemente e esperei, não ouvi nenhum som, bati novamente só que dessa vez com um pouco mais de força e novamente ninguém foi atender.

Após  não obter resposta na primeira casa, eu continuei a ir pelo vilarejo, batendo nas portas, mas ninguém chegou a me responder, continuei seguindo pelo caminho das casas sem encontrar nenhuma pessoa na rua, aquilo parecia um vilarejo fantasma. Até que cheguei a um poço, ao que parecia ser no centro do vilarejo, ele era bem rudimentar, mais ao vê-lo lembrei de quanta sede eu estava, me aproximei  e peguei um balde que estava próximo dele, amarado a uma corda, o joguei dentro do poço , dei graças a deus, quando notei que tinha água ao puxar o balde. Bebi a água e já como não havia ninguém lá resolvi continuar andando, até vi um ponto no horizonte que parecia uma grande construção, tomei direção daquele local, precisava me localizar.

Ao me aproximar a construção tomava forma, era grande, bem majestosa, me lembrava um antigo palácio, tive a impressão de conhecer o lugar, conforme eu me aproximava notava a exuberância, quanto mais perto chegava, melhor ia ficando o chão, o ambiente, parecia um conforto no meio de todo aquele local, o cheiro fétido era substituído por um doce ar. Comecei a notar plantas em volta, um jardim, estava admirado, nunca havia visto um tão belo, foi quando minha visão pairou em uma mulher que estava regando as flores.

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