Se existe algo que me define seria tipo, hora errada,
momento errado e todo o resto aí vai, o resto é sorte. Começou desde que nasci no pior dia possível,
29 de fevereiro, mais também dentro de
um taxi, em uma viagem turística dos meus pais, onde por milagre no meio o engarrafamento
tinha um taxista que já fora parteiro em sua cidade natal, seu nome era Angelo,
o nome que também me deram em homenagem a ele.
Depois de nascer dessa forma as coisas não melhoraram,
brincar com cachorros com raiva que estava passado, desde ser raptado no lugar
de algum filho de politico famoso, atropelado e tudo isso tirando as minhas tragédias
amorosas, todas as garotas que já gostei me largaram por alguma coincidência
absurda, desde mensagens que me mandaram por engano, já aconteceu uma vez que
tive sorte de borrifarem amostra grátis em mim e minha namorada dizer que eu estava
traindo ela com outra.
Pequenas coisas as vezes, mais esse momento errado sempre me
definiu, pensava como um garoto como eu havia sobrevivido aos 16 anos. Todas essa
desgraças me ensinaram somente algo bom, que sempre ficava pior, então o
presente sempre era o melhor, aprendi a sorri pelas vezes que não perdia o ônibus
ou quando uma garota sorria pra mim, não por um cocô de pombo acabará de cair
na minha cabeça mas porque ela me achará “bonitinho”.
Dia normal, eu estava acordando, pensei que o dia podia ser
bom, após ver o relógio que ficava ao lado da minha cama eu não tocar mudei de ideia,
já eram 8:50, tinha 10 minutos para chegar na escola no primeiro dia de aula,
isso depois de arrumar as coisas, banhar e sair, comer ? não, isso é para os
fracos, que não tem que ir correndo para a escola. Depois de uma arrumação
desesperada, com direito a um chuveiro queimado e um banho de água fria, comecei
a correr para a escola, agradecendo por tal ser perto de casa.
Bom dia para atravessar a frente da escola correndo, com um
caderno embaixo do braço e um uniforme molhado pelo meu cabelo. Tinha poucos
estudantes, nenhum em um desespero tão grande como eu. Quando cheguei na
entrada, era uma catraca simples, lembrei que havia esquecido o meu cartão,
olhei pros lados e o segurança estava me encarando com uma maldita cara feia,
se é que era possível uma pior que a dele normal.
Foi quando fiquei sem saber como entrar na escola, se
falasse que esqueci meu cartão e ainda me atrasei levaria uma bronca, nessa
minha indecisão só ouvia as reclamações de “cuida”, “eu vou em atrasar ainda
mais”, “anda idiota”, era bem inconveniente três catracas, duas quebradas. Foi
quando vi um barulho, olhei pra trás alguém parecia que tinha pego uma queda
feia, eu só via vários livros espalhados, o segurança foi ajudar a pessoa em
meio a bagunça, “chance” pensei, me agachei e passei pela catraca.
Quando passei o sino bateu , era pra eu estar em sala de
aula, não deseja de maneira alguma pergar advertência no primeiro dia então
pensei se saísse correndo em direção a sala poderia me safar. Lembrei que não
se podia correr, isso não me impediu muito. Foi quando apareceu na minha frente
uma mulher segurando uma pilha de papéis, só tive tempo de tentar parar,
tentar, esbarei nela e só vi os papéis voando, eu estava atrasado,
“desculpa “ falei e continuei correndo.
Quando cheguei e abri
delicadamente a porta da sala de aula com medo da professora, só vi os alunos
descontraídos, alguns conversando, a professora não havia chegado.
“Sorte” murmurei enquanto observava a sala procurando um
lugar, só encontrando um logo na frente, na segunda fileira, quando ia virar
para trás para tentar conversar com alguém a porta da sala se abre. Acho que
era a professora, ela estava meio bagunçada, como se tivesse caído, lembrei da
mulher que esbarei, ela era a professora, achei conveniente colocar o o caderno
na frente da cara, esperando que por alguma razão divina ela não me
reconhecesse.
Ela chegou e colocou os papéis na mesa e cumprimentando a
turma, ao escrever no quadro seu nome, Senhorita Winter fairyle. Até lá eu
continuava invertendo entre me esconder atrás do garoto na minha frente e meu
caderno. Ao falar um pouco dela, ela
falou que era a professora de português, foi então que ela falou que iria fazer
um teste, que era pra um aluno entregar tais enquanto ela fazia a chamada. Acho
que bastou ela olhar meu nome para ela escolher o voluntário, levantei com o
caderno na cara, fazendo parte da turma começar com risadinhas, foi então que a
Srta Winter tinha que pedir para eu abaixa-lo.
Foi então amor a primeira vista, “ você ela disse” acho que
se professores ainda pudessem agredir aluno eu teria sofrido um espancamento
ali mesmo, não quis ficar parado esperando ela ficar com mais raiva, peguei
rapidamente os teste e comecei a distribuir, enquanto sentia o ódio em sua voz
a cada nome da chamada soado, o semestre começou e eu já era marcado por uma
professora, quando estava fazendo os teste se eu olhasse para o lado era
fulminado com um olhar e um reprovação, jurei por um segundo que ela queria
jogar algo em mim.
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